segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Respeito.

Acho importante as pessoas serem o que são e isso independer do que as pessoas esperam que ela seja! E também acho importantes que as pessoas respeitem os que as outras são... Ser tolerante com os defeitos dos outros, e principalmente com as diferenças! E eu acredito, que estar em paz consigo mesmo, pode fazer toda diferença!

Ser quem a gente é!

Que fique bem (muito bem) claro: eu não me importo com o que vocês pensam sobre mim. Tenho orgulho de estar me tornando o melhor que eu possa ser, com esforço, sim, mágoas e tropeçoes, e até mesmo decepções (por que não?), mas eu acredito que quando a gente quer, a gente consegue! E eu quero ser alguém melhor, pra mim para os outros... todos os dias. Pra mim, o que vale mesmo, é o quanto a gente é bonito por dentro... De que vale mesmo orgulho, rancor...? Nada! Quero distância de gente, pensamentos e sentimentos ruins. Eu não ando mais com nenhum peso nas costas, e levo comigo as coisas (boas) que acredito e são essas que eu defendo... acredito no bom-humor do dia-a-dia, em que a gente pode sim, enfrentar e encarar qualquer situaçao, consequência ou circunstância!

Ser do bem.

A gente não quer uma recompensa por sermos bons, uma boa pessoa, um bom coração, uma boa amiga, uma boa filha... só não queremos ser fudidos todas as vezes, pelo mesmo motivo. Bondade demais é estupidez. Eu sempre me fodo quando tento ser boa. É ter que dar a cara a tapa e receber de punho fechado toda força de alguém que se limita há entender: a gente só queria ser alguém, alguém bom, alguém do bem.

A história de um pra sempre.

Ano de 2009. Ela o conhecera através de um amigo. Ele, melhor amigo, do tal amigo. Ela, sabe aquela história de filme, a loirinha popular, sim. Ele, ninguém o conhecia e ele nunca fizera questão. Ela, um mundo enorme que ela queria abraçar. Ele, seu mundo, pequeno e suficiente. Ela, participava de teatros, gincanas, tinha notas boas e medianas, vivia na diretoria, conhecida por todas as salas. Ele, aluno exemplar, boas notas, boa postura, bom raciocínio. Dias, semanas e meses se passaram, uma conversa online, outra aqui, outra ali, um time em comum, a disputa pela camiseta mais bonita. Mesma escola. Ela um ano à frente dele. Um vontade de estar perto. Estar junto. Ela fazia de tudo para o ver. Ele idem. Ela ia na sala dele o procurar. E ele saia no intervalo dela. Mensagens diárias. Ela pediu que ele fosse todos os dias mais cedo para fazer companhia à ela. Pedido realizado. Todos os dias, embora fosse pouco tempo, os dois passavam das 18:00hrs às 18:35hrs juntos. E isso foi o bastante. Mais conversas. Mais risadas. Mais segredos. Ela o atormentava. Ele idem. Ela o mordia. Ele ameaçava fazer o mesmo. Ela o queria por perto todas as horas. Ele também. O mundo se abria, e ninguém entendia aquela amizade tão repentina e verdadeira. Ela cantava. Ele sorria o sorriso mais lindo do mundo. Ela tinha sono. Ele preguiça. Ela tinha planos com pessoas, viagens, relações. Ele tinha ambição da carreira bem sucedida. Dia a dia. Pouco a pouco. A vontade de estar junto ia aumentando, e tudo era tão bonito, tão recíproco. Ele se tornava o melhor amigo dela. E ela ocupava o lugar de melhor amiga dele também. Um dia comum da semana. Ela estava na informática com as amigas em uma aula de biologia. Ele, aula da professora de química. Ele mandou mensagem que precisava urgente falar com ela. Ela saiu da sala. Se encontraram no corredor. Ele queria ir até a escada. Ela perguntava porque. Ele disse: "para mim, não é mais só amizade." E o mundo se abriu. O nervosismo dele estava tão transparente, quanto a vontade dela de sumir dali, de medo, de vergonha. No corredor para atrapalhar tudo que pudesse acontecer, ou para salva-la daquele momento constrangedor, ou para arruinar todos os planos dele, a coordenadora. Eles riam. Arrumaram uma desculpa para estarem juntos, fora do horário de intervalo. Era tudo muito suspeito. O grude tão repentino dos dois, e os intervalos, as matações de aula... Poucos dias depois, ela combina de ir dormir na casa de uma amiga... E então, o primeiro beijo, dia 16 de Outubro de 2009, perto da escola, 11 e alguma coisa da noite, na esquina da casa de um de seus melhores amigos, e ela pisou numa poça. O ultimo beijo da noite, o mundo rodava, luzes brilharam, pernas tremiam, e um amigo pulava, mas jamais que estava mais feliz que os dois. Era impossível saber no que isso ia dar... Passou um tempo, até que ela começou a se esquivar desse quase amor, o de sempre. Medo de fazer sofrer, escondido atrás do medo de sofrer. Houve um rompimento, e lágrimas. Ela dizia que não eram para se apegar, que eles não tinha como dar certo. E embora ele acreditasse fielmente que eles podiam dar certo, aceitava só pelo prazer de estar com ela, a menina que ele amava. Mais um tempo, outro rompimento. Ela começou a ficar com alguém que ela não amava, mas que ela tinha certeza que ele a amava muito. Ele começou a ficar com uma menina que ela odiava. E os dois se afastaram drasticamente. E aí veio a saudade. E o fato de que se é verdadeiro não acaba. Ela terminou. Passou uma semana, ele também. Retomavam pouco a pouco a rotina que tinham, apesar deste ano de 2010 ter sido sufocado entre a fazeres, e diferentes rotinas já que eles não se encontravam mais todos os dias. Ela fazia faculdade. E ela cursava o ultimo ano do colegial. Em festas, casa de amigos, eles ficavam, quase que sempre, depois dela lutar outra vez, por medo. Ultima vez um sábado. No domingo, o mundo desaba sobre os dois. Ele ficara com outra garota. E ele contou pra ela. Afinal, melhores amigos, sabiam dessas coisas. Ela chorou, chorou, chorou, o sono não veio, uns dois dias depois, ela jurou que nunca mais beijaria a boca daquele menino, que ela não sabia que era o amor da vida dela. Depois, um reencontro, ela não o encarava, e nem ele à ela.
p. diz: Ele ta sofrendo.
g. diz: Não, não esta.
p. diz: claro que esta, olha!
g. grita: J. você esta sofrendo?
j. responde: Não!
g. diz a p.: Viu, ele não esta sofrendo!

Poucas palavras, um sentimento ruim, e quente. Outro encontro, aniversário do pai de uma amiga. Ele entrega-lhe uma carta, ela se emociona e mais uma vez, ela que tanto escreve, e fala, sem palavras. Só pensava em como eles podiam estragar tudo, tantas vezes. "Seu amor me constrange". Um beijo. Um arrepio na espinha. Um calor. Um frio. Tudo ao mesmo tempo, e o arco-íris se erguia no meio daquela noite, daquela 00:01 do dia, coincidentemente 16. Ninguém sabia no que ia dar. Acontece é que ele não tinha desistido e ela tinha descoberto que o amava. E que não queria o dividir com mais ninguém. E que o amava, muito, mais ainda que antes, quando percebeu que poderia o perder pra quem não tinha tanto amor pra dar. E ela tinha, um amor de anos guardado só pra alguém que pudesse a fazer feliz. E ele podia. E sempre fez. Começa o namoro dia 19 de Junho de 2010, oito meses depois, sem ninguém acreditar que a loirinha tão popular da escola pudesse se apaixonar por seu melhor amigo nerd... Quero dizer, hoje, juntos, depois de tantos desencontros, erros, apelos, perdão, beijos, despedidas, lágrimas e sorrisos, eles fazem planos para estarem juntos. Ele faz questão de deixar sempre claro que nunca desistiu e conseguiu o que queria, e ela faz questão de dizer que tem a sorte de ter se apaixonado pelo melhor amigo dela. O melhor plano: estarem juntos. E assim, eu continuo à acreditar que pra sempre existe e somos nós quem o fazemos. E que se duas pessoas se amam verdadeiramente, o mundo cospira para tudo acontecer, e que o amor é maior que dor, maior que tudo. E ele existe.
Ele existe. Ela também. Eles se conhecem. Se amam. E podem ser felizes para sempre.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Qualquer coisa e você.



Quero você, roçando o pé no meu, me dando beijo até eu me irritar, quero beijar sua barriga e você morrer de cócegas, beijar teu pescoço, te olhar enquanto pego no sono... quero que seus dedos entrelacem os meus, e que eu acorde e possa te olhar dormir um pouco mais, ou te acordo com saudade de ouvir sua voz. Quero um domindo quieto, um dia de chuva, uma cama e um edredon, um bom filme, uma boa história... ou nada disso! Qualquer coisa e você, pra mim é tudo! TE AMO

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Menina...

Então eu nunca vou ser mulher, sério? Vou continuar sempre menina-moleque? Vou chegar aos trinta ainda brincando de sapateado na frente da tv para irritar minha mãe? E apertar minha irma e me trancar no banheiro porque embora mais nova ela é muito mais forte. E ir até o quarto onde esta meu irmão, apertar sua barriga, puxar a orelha, dar uma fungada em seu pescoço, falar qualquer coisa que o faça rir, e só aí, entrar no meu mundo, eu digo: meu mundo, de criança. Meu quarto de menina. Com ursinhos, bonecas e rosa, coisa de meninas. E ter roupas jogadas, sujas, carrinhos, papéis rasgados, coisa de meninos. É sempre assim? Chorar como menina, falar palavrão como menino. Andar como menina, comer como menino. Eu adoro tomar banho, é coisa de menina? Mas e mulher, mulher é o que? E estou tão longe de ser... assim, mulher? Vejo que estou longe de parecer com a mulher mais magnífica do mundo, minha mãe. Ah, mas é esforço demais, primeiro preciso me tornar mulher para só depois, tentar ser tão boa quanto a melhor mulher do mundo. Que acorda cedo, lava, passa, limpa, cozinha, sorri, canta, dança, não pinta nem borda porque não quer, que ouve as estórias dos filhos com atenção maior do mundo, e as dores ouve com apego, que só mulheres mães tem. Ah, então é isso, porque além de mulher, ela é mãe. Por isso é tão difícil? Não, porque eu se quer consigo fazer as coisas que exige que se faça uma mulher, tirar sobrancelhas, depilar perna, ir á manicure toda semana, cuidar da pele, do cabelo, do bom humor, da saúde e pensar no meio ambiente, em política, ler revista, saber das notícias, entender a si e ao mundo. Ora essa! Entender o mundo eu até tento, mas ME entender? Impossível. Quero sair correndo, chutar a bola, jogar o balde com água na cara de alguém, me sujar igual as crianças da propaganda do OMO fazem... Andar de triciclo, colar adesivo na testa e andar em cima dos carrinhos de supermercados, sujar as mãos de barro, de tinta, de batom... pintar a cara de maquiagem, me vestir com as roupas da minha mãe, perguntar se eu to bonita, qual é a minha nota, perguntar porque toda hora, colocar um sapato que não serve e desfilar pra minha vó, ... Mas sabe o que é? Descobri que ainda não sou mulher, mas posso chegar. Um alguém pode me tornar mulher, dessa vez ainda não deu certo. Ao ser levada para um jantar, crianças não saem um jantar ou 'encontro' comos dizem os americanos, né? Pois então, eu fui, tão mulher. E no meio do jantar me tornei criança. Ri alto, picotei papéis e fiz um bonequinho com palitos, pedi coca-cola e não vinho, e na hora de descer as escadas, pulei o ultimo degrau como costumava fazer na escola... E quer saber? Ele me amou menina, riu, se divertiu, e me pediu em namoro... Enquanto isso, vou crescendo, e quem sabe antes de casar, eu me torne, quem sabe, mulher...
Mas sabe, ser criança é essência. Carregar a esperança, o riso, a alegria, a inocência... Ser criança é levar a pureza ao mundo, paz... Não me preocupar com as responsabilidades mesmo que as cumprindo, e nunca esquecer de agradecer a noite, de joelhos e com as maos coladas uma na outra, ao Papai do Céu! Papai do céu, obrigada pelo dia de hoje. Amém.